Ministério Público aponta irregularidades na compra de remédios especiais
24/05/2010
O deputado Marden Menezes (PSDB) repercutiu na Assembléia Legislativa a audiência pública, realizada nesta quarta-feira (19) no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Piauí, onde foi discutido o atraso na distribuição de medicamentos excepcionais para portadores de doenças crônicas.

Na oportunidade o tucano relatou que de acordo com a promotora Cláudia Seabra, o Ministério Público nunca recebeu uma denúncia que englobava a existência de uma “máfia” dos medicamentos. Recentemente o ex-secretário Assis Carvalho argumentou que o atraso da medicação em questão, se deve ao fato da existência de uma máfia que majora o preço, controlando o fornecimento de remédios, fato este que estaria prejudicando os doentes crônicos do estado.

O parlamentar acrescentou que a promotora mostrou um relatório feito por técnicos do Centro Operacional do Sistema Único de Saúde vindo do Estado do Espírito Santo. “O trabalho ficou pronto em fevereiro, e apontou que o Piauí terá de devolver ao Ministério da Saúde 1 milhão e 600 mil reais por desvio de função”. Seabra pontuou que ao invés de comprar medicamentos excepcionais, foram adquiridos outros.

Marden Menezes afirmou que a representante do Ministério Público divulgou o conteúdo do documento, que pede a devolução de recursos em alta soma por parte do ex-secretário de saúde. De acordo com a promotora existem graves problemas na gestão da saúde estadual. Cláudia Seabra acrescentou que o MP realizou uma auditoria que evidencia a má gestão, falta de controle e péssimas condições dos medicamentos, onde muitos deles se encontravam vencidos.

Já o presidente da Associação dos pacientes crônicos renais destacou que a maioria dos portadores de patologias especiais, estão sem receber seus medicamentos há três meses. "São tantos pacientes que passam por esta agonia, que muitos desistem de viver", comentou Ozias Lima.

Marden questionou quais as razões que levaram o ex-secretário de Saúde Assis Carvalho a se omitir de denunciar uma máfia que se encontra prejudicando a vida de pessoas que passaram longos anos à espera de um transplante e quando conseguem, tem que conviver com a burocracia que acaba prejudicando o seu tratamento.