
A Assembléia Legislativa do Piauí reprovou um requerimento cujo teor solicitava que o Ministério Público Estadual e Federal apurasse a falta dos medicamentos excepcionais no Piauí. A proposição foi derrotada por 14 votos a 10.
O autor da matéria deputado Marden Menezes (PSDB) lamentou a postura da bancada governista, justificando que o seu requerimento tomou como base as constantes denúncias de pacientes que estão sem receber a medicação e garantem que a Secretaria de Estado da Saúde estaria recebendo regularmente os repasses por parte do Ministério da Saúde.
“De acordo com o que foi divulgado na imprensa através do presidente da Associação dos pacientes Renais Crônicos, Osias Lima, faltam medicamentos excepcionais há quase dois meses”, acrescentou Marden.
O tucano acrescentou que segundo a associação, há três meses a empresa responsável pelo fornecimento dos medicamentos para distribuição aos pacientes pelo Estado, não recebe do Governo.
Na oportunidade o ex-secretário de Saúde, deputado Assis Carvalho (PT) argumentou que o atraso da medicação em questão se deve ao fato da existência de uma máfia que majora o preço, controlando o fornecimento de remédios, fato este que estaria prejudicando os doentes crônicos do estado.
Marden questionou quais as razões que levaram o ex-secretário de Saúde Assis Carvalho a se omitir de denunciar uma máfia que se encontra prejudicando a vida de pessoas que passaram a vida todo à espera de um transplante e quando conseguem, tem que conviver com a burocracia que acaba prejudicando o seu tratamento.
“Para a surpresa de todos, o ex-secretário de Saude ao se opor à investigação pelo Ministério Público afirmou que há uma máfia nos medicamentos. Ora, se o ex-secretário de saúde sabia da tal máfia, porque não a denunciou no exercício de sua função. Não seria crime?”, indagou o tucano.