
A partir de requerimento do deputado Marden Menezes (PSDB), a Assembleia Legislativa decidiu, na sessão de hoje (24), intermediar o impassse entre os grevistas da Polícia Civil e o Governo do Estado, “um conflito que ameaça tomar proporções que fujam do controle do Estado, conforme ficou demonstrado ontem no tiroteio entre policiais civis e militares”, segundo avaliou.
O requerimento do deputado Marden Menezes pedia a instalação de uma audiência pública para debater o assunto, mas ele teve que se contentar com a proposta do líder do Governo, Cícero Magalhães (PT), de realizar apenas uma reunião na Comissão de Administração, da qual participariam “os companheiros representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí”.
Marden pedia, no requerimento da audiência pública, que fossem convocadas todas as autoridades envolvidas no processo de negociação e no conflito que redundou na batalha campal da terça-feira (23), tais como secretário de Segurança, comandante da PM, secretária de Administração, promotor público, representante da OAB e o presidente do sindicato grevista.
Menezes condicionou a reunião da Comissão de Administração no lugar da audiência pública à convocação de todos os interessados e não apenas os dirigentes do sindicato, o que foi aceito pelo líder do Governo, Cícero Magalhães.
O líder ficou de contatar os membros do governo para marcar a data da reunião, que “não pode passar da quarta-feira da próxima semana”, conforme pediu o deputado Mauro Tapety(PMDB).
Marden Menezes esclareceu que o objetivo de seu requerimento era “tentar ajudar numa solução pacífica para o fim do conflito surgido com a greve da polícia civil", que culminou com o tiroteio em frente ao IML na terça-feira, do qual saíram feridos dois policiais. Não queremos culpar ninguém mas apenas contribuir com o diálogo entre autoridades e grevistas”, arrematou Marden.
Já o líder do Governo, Cícero Magalhães, mesmo dizendo que a secretária Regina Sousa, da Administração, já vinha abrindo um canal de negociação com os grevistas, disse que o governo, “que já vem fazendo um esforço para cumprir um acordo de trabalho firmado no ano passado com os policiais, não se furtará em abrir mais este canal de diálogo, mas apenas na Comissão de Adiministração e não numa audiência pública, já que os ânimos estão acirrados”, concluiu Magalhães.
Repórter: Edmundo Moreira/ Editor: Paulo Pincel