Marden Menezes quer exame de audição nos recém nascidos
03/12/2009
O exemplo de vários outros estados brasileiros, o Piauí também deverá tornar obrigatória a realização dos exames de audição em crianças recém nascidas nos hospitais, casas de saúde e maternidades. Projeto neste sentido foi apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Marden Menezes (PSDB). Agora, será discutida a sua constitucionalidade na Comissão de Constituição e Justiça.
 
Com a aprovação da matéria e transformada em lei, as maternidades, casas de saúde e os hospitais do Piauí serão obrigados a realizar exames para diagnósticos de audição (teste da orelhinha) após o nascimento dessas crianças. O mesmo exame será obrigatório para crianças recém nascidas fora dos hospitais com até três meses de vida.
 
Ao contrário do teste do pezinho, no Teste da Orelhinha, não é preciso fazer furo na orelha da criança. Testes comprovam que o exame realizado logo ao nascer em bebês com algum tipo de problema de audição, até os seis meses, podem desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.
 
Na justificativa o deputado Marden Menezes explica que o Teste da Orelinha é realizado com a criança dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca. Não existem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos.
 
Os bebês de risco são aqueles onde existe um histórico de surdez na família, casos de infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes) má formação de pavilhão auricular e fissura lábio palatina.
 
Em crianças normais, a surdez varia de uma a três crianças em cada 1.000 nascimentos. Já em bebês de UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém nascidos. A avaliação Auditiva Neonatal limitada aos bebês de risco é capaz de identificar apenas 50% das crianças com perda auditiva. A deficiência auditiva é doença mais freqüente no período neonatal quando comparada a outras patologias.
 
O Teste do Pezinho é previsto em lei em vários estados brasileiros desde a década de 70. Na primeira infância, a audição é um sentido muito importante, porque serve para reconhecer a voz da mãe e desenvolver a linguagem e os outros sentidos.